Na atividade, que ensina figuras de linguagem, o professor trouxe como exemplo um trecho do romance “A fúria do corpo”, do autor gaúcho João Gilberto Noll. A aspa utilizada na atividade se trata de um trecho erótico, em que autor narra explicitamente uma relação sexual entre um homem e um menino, e, em primeira pessoa, um dos personagens descreve todos os movimentos e partes do corpo envolvidas no ato sexual.
De acordo com o coordenador da 8ª CRE, José Luis Viera Eggres, será aberta uma sindicância para apurar o caso. Enquanto transcorrer a sindicância, um novo profissional deverá substituir a vaga para o segmento do ano letivo.
Segundo o diretor da escola, Cícero dos Santos, a atividade em questão ocorreu na sexta-feira (4), durante a aula de língua portuguesa. Até o momento, já foram realizadas reuniões com o professor, pais e responsáveis dos alunos para que o caso fosse esclarecido.
– Temos ainda que reunir o conselho escolar e o de pais e mestres para conversarmos sobre o fato. Ele é um excelente profissional, que não teve a intenção. Ele foi infeliz em usar esse exemplo, e foi o que nós colocamos para a comunidade e para as famílias – afirma o diretor.
Por meio de nota, o professor, que prefere não se identificar, pediu desculpas aos pais e alunos ofendidos, e afirmou que acatará qualquer decisão da 8ª CRE e da direção escolar. Ainda, lembrou que os alunos haviam sido introduzidos na temática anteriormente, com formações sobre educação sexual.
“(…) Acerca do conteúdo do exemplo, friso que o palavrão figura na língua e é reiteradamente usado em circunstâncias informais da sociedade. Em escola, também nos deparamos frequentemente com essa realidade, em tom de ofensa, entre alunos, e algumas ofensas também dirigidas ao corpo docente. Meu papel, enquanto professor, é o de mensurar contexto, ou seja, em quais circunstâncias sociais é possível utilizá-lo. E é esse o trabalho realizado em sala de aula. Peço desculpas em o material ter ofendido a qualquer aluno/a e suas famílias. Peço desculpas pelo “infeliz” exemplo. Não é essa a intenção do material didático.(…)”
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